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4 de abril de 2019

a 'pneumónica' em Vila Velha

«Um vago perfume de eucalipto queimado pairava nas ruas. Era o único sinal de combate que a Vila travava contra a morte. Vultos de preto cruzavam-se de longe, separados por uma barreira de medo. Em algumas casas uma luz mortiça escapava-se através das janelas, luz de velório ou visita de médico.» Álvaro Guerra, Café República (1982), 3.ª ed., Lisboa, o Jornal, 1984, p. 37.

31 de janeiro de 2019

o top de 2018



1.º Germinal, de Émile Zola (8 votos)

2.º Os Despojos do Dia, de Kazuo Ishiguro (6 votos)

3.º A Tempestade, de Ferreira de Castro (4 votos) 

4.º Maus, de Art Spiegelman;  Ilhéu de Contenda, de Teixeira de Sousa (3 votos)

6.º O Romancista Ingénuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk; Insanus, de Carlos Querido; Um Muro no Meio do Caminho, de Julieta Monginho (1 voto)

sem votos: Donde Viemos - História de Portugal I, de António Borges Coelho; Café República, de Álvaro Guerra; Malditos -- Histórias de Homens e de Lobos, de Ricardo J. Rodrigues

13 de dezembro de 2018

os livros de 2018

A Tempestade, de Ferreira de Castro
Café República, de Álvaro Guerra
Donde Viemos - História de Portugal I, de António Borges Coelho
Germinal, de Émile Zola
Ilhéu de Contenda, de Teixeira de Sousa
Insanus, de Carlos Querido
Malditos - Histórias de Homens e Lobos, de Ricardo J. Rodrigues
Maus, de Art Spiegelman
O Romancista Ingénuo e o Sentimental, de Orhan Pamuk
Os Despojos do Dia, de Kazuo Ishiguro
Um Muro no Meio do Caminho, de Julieta Monginho

22 de novembro de 2018

citando o presidente Wilson

«Até o dr. Teófilo, barricado nas suas imparcialidades, citava o presidente Wilson:
-- "O direito é mais precioso do que a paz."» Álvaro Guerra, Café República [1982], 3.ª ed., Lisboa, O Jornal, 1984, p. 29.

12 de setembro de 2018

"o barómetro dos acontecimentos"

«O dr. Teófilo era, obviamente, o fiel da balança, o barómetro dos acontecimentos: "Nem germanófilo nem anglófilo; português de bem ao serviço do interesse nacional", esclarecia, instalado na terra de ninguém.» Álvaro Guerra , Café República[1982], 3.ª ed., Lisboa, O Jornal, 1984, p. 28.

27 de abril de 2018

o início de CAFÉ REPÚBLICA

«Até àquele dia de Junho de 1914 nunca fora pronunciado, em Vila Velha e no seu Concelho, o nome de Sarajevo.» Álvaro Guerra, Café República [1982], 3.ª ed., Lisboa, O Jornal, 1984, p.5.

8 de março de 2018

"AO FUTURO ENTREGAREI SEMPRE O MELHOR DO MEU PASSADO"

Vila Franca de Xira, monumento a ÁLVARO GUERRA e mural alusivo aos três escritores do concelho: dois por nascimento e um por adopção.

2 de outubro de 2015

Liberto Cruz, FELICIDADE NA AUSTRÁLIA

Um livro de contos transbordante de humor, por vezes felliniano, mas também com uma idiossincrasia muito portuguesa. À memória chegaram-me passagens de O que Diz Molero, de Dinis Machado, e a «Trilogia dos Cafés», de Álvaro Guerra.
Liberto Cruz, mais conhecido como ensaísta e investigador literário (Júlio Dinis, Ruben A., Blaise Cendrars) e poeta, traz para a literatura portuguesa uma nova região literária: não a Austrália -- o título é retirado dum verso do Pessoa/Álvaro de Campos, citado em epígrafe --, não o país dos cangurus, mas o «Estado Independente de Penaferrim», ele próprio um microcosmos do Portugal do tempo do Estado Novo. Liberto Cruz, nascido há oitenta anos na conhecida freguesia sintrense de São Pedro de Penaferrim, ficciona as suas memórias do lugar com um distanciamento nada nostálgico -- ou, se alguma nostalgia puder vislumbrar-se, estará filtrada pelo estranhamento do tempo e da distância, a distância de quem tem mais mundos, outros mundos.