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20 de julho de 2018

a vigília da razão

«Vendo-a adormecida, neutra, Cecília pareceu-lhe menos odiosa. Dir-se-ia que a sua vida era protegida pela sua própria incapacidade de defender-se.» Ferreira de Castro, A Tempestade [1940], 16.ªed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017, p. 11. 

19 de abril de 2018

o início de A TEMPESTADE

«Contra o seu costume, Albano viera tarde e entrara sem os cuidados tidos nas outras noites, quando queria abafar rumores; logo, porém, volvera às precauções de sempre.» Ferreira de Castro, A Tempestade [1940], 16.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017, p. 11.

14 de fevereiro de 2018

o início de A TEMPESTADE

«Contra o seu costume, Albano viera tarde e entrara sem os cuidados tidos nas outras noites, quando queria abafar rumores; logo, porém, volvera às precauções de sempre.» (16.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017)

3 de fevereiro de 2018

UM APONTAMENTO AUTOBIOGRÁFICO EM "A TEMPESTADE"

«Volveu ao passado, à aldeia nativa. Surgiam os campos à beira do rio, a velha ponte, a levada, a igreja lá ao fundo. Em seguida, o grupo de austeros castanheiros que existia na estrema do vale, já nas faldas da serra. “Havia muito sol nos castanheiros quando ele dissera a Mariana que estava apaixonado por ela – e ela começara a rir-se… Tinha razão. Ela era já uma rapariga de vinte anos e ele um garoto. Fora o seu primeiro interesse feminino.”»
--- Capítulo II, Albano recordando a sua vida no transe doloroso do dia 10 de Maio.

«Um amor pueril iria dar novo rumo à sua vida. Apaixonara-se por Margarida, que aos dezoito anos pouco ligava à criança que ele, com pouco mais de dez, ainda era. Um acto temerário agigantá-lo-ia, decerto, aos olhos de Margarida. Decidiu, a exemplo do que faziam muitos homens e rapazes da sua idade, emigrar para o Brasil, proeza que espantaria tudo e todos.»
--- Dados biográficos da infância de Ferreira de Castro, Guia da Exposição do Museu Ferreira de Castro, Sintra.

Foto: exemplar de "A Tempestade" adquirido em alfarrabista, edição de 1940, carimbada na última página com o ex-líbris do autor.


17 de março de 2015

Filomena Marona Beja fala sobre A TEMPESTADE

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois»
sexta-feira, 20 de Março, 19 h.
Museu Ferreira de Castro, Sintra
dcul.museu.fcastro.@cm-sintra.pt
(tel: 219238828)


capa da 1.ª edição (1940),
por Jorge Barradas


24 de março de 2013

NO CENTRO DA TEMPESTADE

Ferreira de Castro, desenho de Roberto Nobre, 1925 (do "Guia da Exposição" do Museu Ferreira de Castro)
 
Um romance "diferente" do escritor de Ossela em discussão na COMUNIDADE DE LEITORES DE S. DOMINGOS DE RANA --- quinta-feira, 28 de Março, 21 horas.

 
Descêra, apressadamente, as escadas. «Era verdade, ela saía todas as segundas, quartas e sextas-feiras… Dizia que ia visitar a mãe… Em algumas semanas, até saía mais vezes, com o pretexto de fazer compras ou de ver as amigas… Muitas tardes, quando êle voltava do Banco, ainda ela não havia regressado a casa. «Fui ao Centro, comprar o bacalhau alto de que tu gostas» – dizia-lhe. E êle, tão tolo, a acreditar naquilo! (…)» [FERREIRA DE CASTRO, A Tempestade, Lisboa, Guimarães Editores, 1940, p. 129].