«Com os remos a chapejarem surdamente, cautelosos como os dos ladrões, nas proas um ruído fino, menor ainda que o dos botos cortando a tona da água, as canoas meteram a terra.» Ferreira de Castro, O Instinto Supremo [1968], 6.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1988, p. 21.
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29 de novembro de 2019
22 de outubro de 2019
o início de OS LOUCOS DA RUA MAZUR
«A montra negra da Livraria Thibault era a moldura mais respeitada da Rue de Nevers, um beco desconsolado que se escondia entre as costas de dois quarteirões do Quartier de la Monnaie e que, séculos antes, servira de escoadouro às Irmãs da Penitência de Jesus Cristo.» João Pinto Coelho, Os Loucos da Rua Mazur, Lisboa, Leya, 2017, p. 9.
17 de outubro de 2019
o início de A MANCHA HUMANA
«Foi no verão de 1998 que o meu vizinho Coleman Silk -- que, antes de se reformar dois anos antes, fora professor de estudos clássicos no Athena College durante vinte e tal anos, além de ter servido dezasseis como reitor da faculdade -- me confidenciou que, aos 71, tinha um caso com uma empregada de limpeza de 34, que trabalhava na universidade.» Philip Roth, A Mancha Humana, 2.ª ed., tradução de Fernanda Pinto Rodrigues, Lisboa, Leya, s.d., p. 19.
20 de setembro de 2019
o início da CRÓNICA DO REI PASMADO
«1. A madrugada daquele domingo, tantos de Outubro, foi de milagres, maravilhas e surpresas, embora tivesse havido, como sempre, desacordo entre testemunhas e testemunhos.» Gonzalo Torrente Ballester, Crónica do Rei Pasmado [1989], trad. António Gonçalves, 4.ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1992, p. 11.
13 de setembro de 2019
o início de A ORDEM DO DIA
O Sol é um astro frio. O seu coração, espinhos de gelo. A sua luz, sem perdão. Em Fevereiro. as árvores estão mortas, o rio tornado pedra, como se a nascente não deitasse água e o mar não conseguisse engolir mais. O tempo imobiliza-se.» Éric Vuillard, A Ordem do Dia [2017], tradução de João Carlos Alvim, Lisboa, D. Quixote, 2018, p. 11.
27 de setembro de 2018
o início de ILHÉU DE CONTENDA
«A igreja estava apinhada de gente.» Teixeira de Sousa, Ilhéu de Contenda (1978), Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d., p. 13.
21 de setembro de 2018
o início de OS DESPOJOS DO DIA
«Parece cada vez mais provável que empreenderei, realmente, a excursão que há alguns dias anda a preocupar a minha imaginação.» Kazuo Ishiguro, Os Despojos do Dia [1989] , trad. Fernanda Pinto Rodrigues, Lisboa, Gradiva, 1991, p. 7.
27 de abril de 2018
o início de CAFÉ REPÚBLICA
«Até àquele dia de Junho de 1914 nunca fora pronunciado, em Vila Velha e no seu Concelho, o nome de Sarajevo.» Álvaro Guerra, Café República [1982], 3.ª ed., Lisboa, O Jornal, 1984, p.5.
19 de abril de 2018
o início de A TEMPESTADE
«Contra o seu costume, Albano viera tarde e entrara sem os cuidados tidos nas outras noites, quando queria abafar rumores; logo, porém, volvera às precauções de sempre.» Ferreira de Castro, A Tempestade [1940], 16.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017, p. 11.
13 de outubro de 2017
o início da DESGRAÇA
«Para um homem da sua idade, cinquenta e dois anos, tem resolvido bastante bem, segundo ele, o problema do sexo.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, 2008, p. 5.
7 de setembro de 2017
o início de A MORTE DO PALHAÇO E O MISTÉRIO DA ÁRVORE
«[K. Maurício] // A cada passo se formam por aí grupos literários.»
Raul Brandão, A Morte do palhaço e o Mistério da Árvore [1926], Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 7
6 de abril de 2017
o início de A EXPERIÊNCIA, de Ferreira de Castro
«A furgoneta deteve-se.»
Ferreira de Castro, A Experiência, 11.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2014, p. 9.
4 de abril de 2017
o início de O JUDEU, de Camilo Castelo Branco
«Há um fenómeno moral, muitas vezes repetido, e todavia inexplicável: é a esquivança desamorosa de mãe a um filho excluído da ternura com que estremece os outros, filhos todos do mesmo abençoado amor e do mesmo pai que ela, em todo o tempo, amara com igual veemência.»
Camilo Castelo Branco, O Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016, p. 13.
4 de dezembro de 2016
o início de LILLIAS FRASER
«Lillias salvou-se da carnificina porque seis horas antes da batalha, viu o pai morto, como realmente ele haveria de morrer mais tarde.
Hélia Correia, Lllias Fraser [2001], Porto, Público-Mil Folhas, 2003.
29 de agosto de 2016
o início de OS MEMORÁVEIS
«O antigo embaixador estava vestido de seda e, por estranho que pareça, o caminho que iria conduzir aos memoráveis teve início no copo de uísque escocês que andava nas suas mãos.»
Lídia Jorge, Os Memoráveis [2014], 4.ª ed., Lisboa, D. Quixote, 2016.
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8 de janeiro de 2016
assim começa O SENHOR DOS NAVEGANTES
«Branca, airosa, pequenita, erguida sobre o tope de uma colina, a Capela do Senhor dos Navegantes divisava-se de longe, como um farol.»
Ferreira de Castro, O Senhor dos Navegantes (1954), Lisboa, Expo'98, 1998, p. 7.
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6 de janeiro de 2016
o início de A MISSÃO
«O edifício, velho e longo, muito longo e dum só piso, parecia querer mostrar que a sua Missão, justamente por ser celeste, devia agarrar-se à Terra, estender-se bem na Terra, para extrair a alma dos homens que nela viviam.»
Ferreira de Castro, A Missão (1954), Mem Martins, Publicações Europa-América, 1971, p. 9.
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6 de novembro de 2015
assim começa EVA
«O que ameaçava ser uma gelada noite de Inverno já caía sobre Lisboa e ainda Luís Henriques e eu buscávamos a Mãe d'Água e uma taberna que lhe tinham recomendado, mas apenas se lembrava de ter a emblemática designação de Chafariz do Vinho.»
Germano Almeida, Eva, Lisboa, Editorial Caminho, 2006.
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1 de outubro de 2015
Felicidade na Austrália
Para a sessão de amanhã, o início dos contos de Felicidade na Austrália, de Liberto Cruz:
O moço do cego: «Faltava um mês para a corrida pedestre Légua de Penaferrim e o Figueiredo já tinha preenchido duas folhas de papel com o nome dos apostadores.»
A última ceia: «Conheci o Benjamim Baleia quando ninguém lhe chamava marquês, nem morava num palacete.»
O eléctrico: «Quando a Carlota, a mais velha das irmãs Prazeres, apareceu grávida, ninguém se inquietou em Penaferrim: estavam habituados ao forrobodó daquela família.»
Deolinda: «Ao entrar no segundo ano de viuvez, Deolinda da Silveira Lopes interrompeu o luto pelo seu defunto marido, Delfim Serrano Lopes.»
A casa de pasto: «Havia três tabernas em Penaferrim quando o Vasco Pé Curto abriu uma casa de pasto na antiga barbearia do Azevedo Costa, falecido sem deixar herdeiros.»
A condessa: «Devia ter uns doze ou treze anos, quando conheci a condessa.»
Dois cavalos e um boi: «Primeiro foram as cartas anónimas.»
Sete sopas: «Numa tarde chuvosa de Dezembro, estava o regedor de Penaferrim a jogar à bisca na taberna do Gaguinhas quando o ajudante da Junta de Freguesia interompeu a partida.»
Os falsos pides: «No dia 27 de Julho de 1974, a polícia militar prendeu o droguista Crispim na casa de um compadre onde festejava o aniversário da afilhada.»
Cabeça e pés: «Libânio Patrocínio Alves dos Reis Alvarenga era conhecido em Penaferrim pelo Cabeça Grande.»
Júlio Petróleo: «Tinham o mesmo nome: Júlio.»
Os gémeos: «Num fim de tarde, de uma Primavera quente, as gémeas Clara e Lúcia Fradinho disseram aos pais que gostariam de casar no dia de S. Pedro.»
É a vida: «Entre dois copos de vinho tinto, o Paulino Casinhas disse, na taberna do Fonseca, que ia emigrar para França, mas ninguém lhe prestou atenção.»
Adolfo versus Bife: «O Adolfo não era Alemão nem o Bife era Inglês.»
Liberto Cruz, Felicidade na Austrália, Lisboa, Editorial Estampa, 2014.
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6 de fevereiro de 2015
o início de TEORIA DOS LIMITES
«Não não, disse, e continuou a andar, seguindo os homens que levavam o caixão aos ombros, por entre jazigos com inscrições de amor e saudade eternos e campas com flores murchas e ar abandonado, e apertou-lhes ainda mais as mãos, a agradecer o cuidado e a ternura.»
Maria Manuel Viana, Teoria dos Limites, Lisboa, Teodolito, 2014.
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