25 de dezembro de 2016
4 de dezembro de 2016
o início de LILLIAS FRASER
«Lillias salvou-se da carnificina porque seis horas antes da batalha, viu o pai morto, como realmente ele haveria de morrer mais tarde.
Hélia Correia, Lllias Fraser [2001], Porto, Público-Mil Folhas, 2003.
23 de novembro de 2016
Ferreira de Castro na ETerna Biblioteca
Esta sexta, pelas 9,30 h, estarei no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, a falar sobre Ferreira de Castro, quando se comemoram os cem anos da edição do seu primeiro livro. No sábado, também às 9,30 h farei o Roteiro Castriano de Sintra (inscrições fechadas).
14 de novembro de 2016
TERRA MÃE de Fernando Faria
Acabei a leitura: talvez cedo de mais, por não ter conseguido ir parando.
Se ler pode ser considerado um vício, o que acaba de me acontecer pode servir de exemplo; mas como se diz a um guloso refinado que pare de mastigar, quando se lhe coloca na mesa manjar de requinte?
Comecei a anotar textos para colocar aqui, como citações, mas acabei por selecionar tanta coisa que, concluí, mais vale ler o livro.
Só a lista dos capítulos tem mérito por si própria.
Desisti: não vou transcrever nada, mas não resisto a realçar a Ode de Outono e O Choro do Poço.
Se gosta de prosa que canta e que, apesar da perfeição rigorosa, desperta sensibilidade e nostalgia, e aviva a saudade, com ternura; em que o rigor e o pormenor da observação incentivam a risada solta e a lágrima espremida pelo sentir; onde a honestidade é omnipresente, a alma se adivinha, a vida aparece como sua; então leia: leia, saboreie e reviva, ou imagine apenas.
O título Terra Mãe chegou a ser escolha para aventura pessoal: perfeito para um livro, este, que eu gostaria de ter escrito e assinado.
Felicito-o mais uma vez, Fernando.
Se ler pode ser considerado um vício, o que acaba de me acontecer pode servir de exemplo; mas como se diz a um guloso refinado que pare de mastigar, quando se lhe coloca na mesa manjar de requinte?
Comecei a anotar textos para colocar aqui, como citações, mas acabei por selecionar tanta coisa que, concluí, mais vale ler o livro.
Só a lista dos capítulos tem mérito por si própria.
Desisti: não vou transcrever nada, mas não resisto a realçar a Ode de Outono e O Choro do Poço.
Se gosta de prosa que canta e que, apesar da perfeição rigorosa, desperta sensibilidade e nostalgia, e aviva a saudade, com ternura; em que o rigor e o pormenor da observação incentivam a risada solta e a lágrima espremida pelo sentir; onde a honestidade é omnipresente, a alma se adivinha, a vida aparece como sua; então leia: leia, saboreie e reviva, ou imagine apenas.
O título Terra Mãe chegou a ser escolha para aventura pessoal: perfeito para um livro, este, que eu gostaria de ter escrito e assinado.
Felicito-o mais uma vez, Fernando.
14 de outubro de 2016
Ano Ferreira de Castro
2016 ficará como um ano Ferreira de Castro, centenário da publicação do seu primeiro livro Criminoso por Ambição, uma obra juvenil. Estes quatro cartazes mostram talvez o mais importante do muito que se fez e ainda vai fazer durante este ano,
3 de setembro de 2016
o dia da morte de Ivan Turguénev
| Turguénev por Vasily Pérov |
Ivan Turguénev morreu em Bougival, arredores de Paris,
em 3 de Setembro de 1883
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29 de agosto de 2016
o início de OS MEMORÁVEIS
«O antigo embaixador estava vestido de seda e, por estranho que pareça, o caminho que iria conduzir aos memoráveis teve início no copo de uísque escocês que andava nas suas mãos.»
Lídia Jorge, Os Memoráveis [2014], 4.ª ed., Lisboa, D. Quixote, 2016.
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13 de agosto de 2016
A. M. Pires Cabral, 75
A. M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 13 de Agosto de 1941
De A. M. Pires Cabral
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2 de agosto de 2016
NOME DE GUERRA (Almada Negreiros)
Um estilo ginasticado, em que se reconhece, sem dificuldade, a escrita de Almada, tanto em prosa como na própria poesia. Esse estilo é mesmo o que salva o livro, hoje, em 2016, pois se o confronto entre o real e o ideal, entre indivíduo e sociedade, entre irreverência e conformismo (ou rebeldia e domesticação) são temas de sempre, o pano de fundo é mais do que circunscrito, como não podia deixar de ser, provavelmente.
Grande livro em 1925, ano em que foi escrito, mas não editado, o que ocorreria só em 1938, pelas mão de João Gaspar Simões -- e por essa altura já não tão grande, uma vez que, entretanto, se publicara o Elói, ou Romance numa Cabeça, do mesmo JGS, o Jogo da Cabra Cega, de José Régio, e Sedução, de José Marmelo e Silva -- embora nenhum deles seja, ou fosse, Almada.
Tomarmos Nome de Guerra, nos dias de agora como obra-prima, será manifesto exagero, o que não significa que tenha deixado de ser um excelente, digamos, romance. A minha obra-prima de Almada, poderá ser, talvez, a Cena do Ódio. Mas a literatura escapa-se-nos, e sempre será mais do que entusiasmos e embirrações particulares. E ainda bem.
29 de junho de 2016
O dia da morte de Ferreira de Castro
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27 de junho de 2016
sobre «As Primeiras Coisas», de Bruno Vieira Amaral
Um universo: o Bairro Amélia, subúrbio da Margem Sul, onde vive ou vegeta, crê ou ludibria, trabalha ou madraça, ri e chora, ama e odeia uma comunidade formada por retornados das Colónias, realojados doutras paragens, pequenos funcionários públicos.
Escrito com enorme mestria, usando de ironia raramente distanciada, é daqueles livros cuja leitura tentamos retardar, por não querermos que termine. A observação de Pedro Mexia na contracapa é certeiríssima: "Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe." A própria estrutura narrativa foi, para mim, uma coisa inteiramente nova. Do autor fiquei freguês. (da minha página do Goorreads: https://www.goodreads.com/user/show/14856264-ricardo-alves)
Escrito com enorme mestria, usando de ironia raramente distanciada, é daqueles livros cuja leitura tentamos retardar, por não querermos que termine. A observação de Pedro Mexia na contracapa é certeiríssima: "Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe." A própria estrutura narrativa foi, para mim, uma coisa inteiramente nova. Do autor fiquei freguês. (da minha página do Goorreads: https://www.goodreads.com/user/show/14856264-ricardo-alves)
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21 de junho de 2016
Machado de Assis, 177
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18 de junho de 2016
O dia da morte de Saramago
5 de junho de 2016
O dia da morte de Ray Bradbury
4 de junho de 2016
3 de junho de 2016
AS PRIMEIRAS COISAS
Um romance "sui generis" que o autor assume como tal desde a própria capa, mas que o leitor (ou pelo menos um leitor, eu) só descobre verdadeiramente quando começa a sentir-se irresistivelmente envolvido pelo pulsar incerto, mórbido, do Bairro Amélia, através do desfilar, aparentemente caótico, quase sempre triste e muitas vezes trágico dos seus personagens.
As Primeiras Coisas é uma obra literária de elevado quilate, uma garrafa de excelente licor, ou um pires de deliciosos biscoitos, que o leitor sorve e consome em pequeníssimas porções, para prolongar o prazer da leitura...
Bruno V. Amaral sabe espreitar para dentro das personagens, descobrir o essencial e o marcante delas e, depois, manejando a paleta com mestria, transformá-las em quadros de tocante beleza.
UM EXCERTO:
"... famílias de lágrimas nos olhos a agradecer ao senhor doutor professor que era tão bom, que dava casas ao povo e aumentava as reformas, o ridículo das melhores roupas, os vestidos de cerimónia, os casaquinhos de malha, fatos de fazenda, camisas brancas com surro na gola, os sapatos engraxados e tortos de caminhadas pelas pedras e lama da estrada, o palanque erguido à pressa, os seguranças a rodearem o senhor primeiro-ministro não fosse nenhum dos pobres bem-agradecido ao ponto de lhe assestar um beijo na face severa de seminarista neurasténico e já na altura com aquele perpétuo esgar que ninguém sabia dizer se de asco se de emoção."
(Fernando Faria)
O dia da morte de Kafka
2 de junho de 2016
sobre «Que Importa a Fúria do Mar», de Ana Margarida de Carvalho (post 500...)
Romance de estreia, não parecendo tal, tal é o domínio da técnica romanesca demonstrado. Piscadelas de olho ao leitor, mais ou menos dissimuladas, um encorpado volume de referências literárias. personagens que ficam na memória -- que mais se pode pedir a um romance? Sem espanto, a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da APE/2014.
(nota de leitura da minha página do Goodreads)
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Que Importa a Fúria do Mar
30 de maio de 2016
o dia da morte de Voltaire
29 de maio de 2016
o dia da morte de Juan Ramón Jiménez
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