palavras para um tempo de secura e de esquecimento.
A liberdade ampara-as e o desejo pronuncia-as
até que sejam corpo de teu corpo e irradies.
Não é de muita água que precisa o dia fértil
numa concha da palavra é ouvido o mundo todo
- e a vida vai fendendo as durezas mais rugosas
não como veios de água ou aflorações do sangue
mas com uns versos frágeis e volantes, quase ditos.
Do poema é a voz pobre. Respirando a céu aberto
ele vem da escuridão, já perdido de si mesmo.
Até que ouça luz de alguma luz - e fique escrito."
Carlos Poças Falcão em "Sombra Silêncio"
Opera Omnia
Outubro de 2018

Poema lido em Sintra, na sessão de 09 de Janeiro
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