Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Namora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Namora. Mostrar todas as mensagens

20 de abril de 2026

"Imagens literárias das Beiras" - Conversas sobre Ferreira de Castro



Dizer Beiras em ficção equivale a falar de Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Branquinho da Fonseca, Vergílio Ferreira, Fernando Namora, Carlos de Oliveira, António Alçada Baptista -- e tantos, tantos mais, de Abel Botelho a José Marmelo e Silva, passando por Sarah Beirão...

Museu Ferreira de Castro, 24 de Abril de 2026, 18 horas





 

13 de novembro de 2021

ALENTEJO(S)

 Livro de estudiosos, para estudiosos, teve de se contentar, no que me diz respeito, com a leitura de um curioso.
Gosto de obras que me ensinem, ou que me alimentem a memória, ou que me revelem informações inesperadas. Aqui, em ALENTEJO(S) - imagens do ambiente natural e humano na literatura de ficção, editado / organizado por Ana Cristina Carvalho e Albertina Raposo, petisquei de tudo.
Mas, quando resolvi realçar alguns pontos que mais me tinham acordado, dei comigo a fazer a lista de quase todos os autores... não podia ser, porque acabaria a fazer um resumo que não estaria à altura do original.
Permiti-me, portanto, algumas referências de cunho mais pessoal, que a leitura me despertou:
- Manuel Ribeiro é autor cuja personalidade e obra me cativa desde os meus longínquos tempos de bibliotecário em Manteigas; vim encontrá-lo aqui e surpreendi-me com o que li;
- assim como José Régio (aqui, pela mão de Manuel Nunes) que, por enviesamento meu, teimo sempre em associar (só) a Vila do Conde (espraiada, entre pinhais...);
- tive possibilidade de conhecer pessoalmente Manuel da Fonseca e de trocar algumas impressões com ele, em tertúlia pós-revolucionária (a maior parte, se não todos os livros dele estão autografados e dormem cá por casa); a sessão alongou-se muitíssimo para lá do tempo previsto, e acabou com ele a levantar-se, clamando, com ar a condizer: «tenham paciência, mas temos de acabar, senão mijo-me todo...»; inesquecível, concordem;
- Florbela Espanca é ela mesma: a maior sonetista da língua portuguesa;
- o último livro que meu pai me recomendou que não perdesse, depois de ele ter lido, é de Fernando Namora; uma boa parte li no hospital, acompanhando os últimos dias dele;
- Bismarck disse que, contrariamente à estupidez, a ignorância tem cura; aqui vim descobrir o papel histórico de Branquinho da Fonseca nas Bibliotecas que alimentaram de prazer das melhores horas da minha vida.
Bem hajas, Cristina; valeu a pena o teu trabalho e saber, a que juntaste fotografias a desenhar a realidade descrita.
Recomendo.

7 de setembro de 2020

o início de O RIO TRISTE

«No dia 14 de Dezembro de 1965, nesta cidade de Lisboa, um homem saiu cedo de casa e já não voltou.»  Fernando Namora, O Rio Triste [1982] , 6.ª ed., Amadora, Livraria Bertrand, 1983, p.7. 

15 de abril de 2020

EPHEMERIDES

15 DE ABRIL DE 1919 (101 ANOS)
FERNANDO NAMORA






"São quilómetros tortuosos, noites fechadas de névoa, olhos e ouvidos varando as sombras, e o rumor alcoviteiro do vento que desce das malhadas da serra."

(A Noite e a Madrugada)