Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Real. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Real. Mostrar todas as mensagens
11 de abril de 2025
o início de AUTOBIOGRAFIA DE JESUS
«Trago um mistério comigo, o meu rosto nunca sorri, mesmo quando Madalena brinca comigo à beira d'água lavando-me a cabeça com óleo de tâmara, ou quando, há muitos anos, , os meus irmãos mais novos faziam pirraças montados no lombo das ovelhas ou das cabras.» Miguel Real, Autobiografia de Jesus, Alfragide, Publicações dom Quixote, 2024, p. 21.
15 de maio de 2023
24 de janeiro de 2018
O NOVIÇO, de Fernando Faria, segundo Miguel Real
O romance do nosso confrade Fernando Faria, O Noviço (2015), nas merecidas palavras de Miguel Real.
30 de março de 2016
UM PEQUENO EXCERTO...
"Os lojistas, tementes, baixavam os preços da fruta, nada cobravam por um quilo de ameixas de Santo António, o feijão catarino e as batatas-de-hortelã uma coisa de nada, receando que as mães do povo lhe invadissem os cubículos, os comerciantes de roupa ofereciam dois fatos cinzentos com camisa branca e gravata a quem comprasse um, ninguém comprava, fatos cinzentos ninguém comprava..."
... e até sexta!
"Os lojistas, tementes, baixavam os preços da fruta, nada cobravam por um quilo de ameixas de Santo António, o feijão catarino e as batatas-de-hortelã uma coisa de nada, receando que as mães do povo lhe invadissem os cubículos, os comerciantes de roupa ofereciam dois fatos cinzentos com camisa branca e gravata a quem comprasse um, ninguém comprava, fatos cinzentos ninguém comprava..."
... e até sexta!
17 de março de 2016
EÇA DE QUEIROZ E A RAINHA
«De Principes,
só conheço o coração daquelles, tão raros! que foram poetas, como o meu gentil
Charles d´Orléans, e que puzeram todo o seu coração em Randós e Villancetes.
Depois, a presença angustiosa das misérias humanas, tanto velho sem lar, tanta
creacinha sem pão, e a incapacidade ou indiferença de Monarchias e Republicas
para realisar a unica obra urgente do mundo – «a casa para todos, o pão para
todos», lentamente me tem tornado um vago anarchista entristecido, idealisador,
humilde, inoffensivo… Anarchismo, mesmo vago; tristeza, mesmo philosophica; idealisação,
mesmo escondida – não compõem um bom cortezão. Mas uma rainha gracieuse, bonne et belle, certamente me
encanta. E, pois que o nosso pobre Mundo tanto necessita de doçura e bondade,
sinceramente creio na vantagem social de que, por vezes, uma Rainha, irradie um
pouco da sua doçura, da sua bondade, sobre os costumes, o espírito e as leis.» --- EÇA DE QUEIROZ, Notas Contemporâneas.
--- Confrontar com MIGUEL REAL, As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia, capítulo "Julho - Os escritores"
8 de maio de 2014
da 1.ª Sessão das Quartas
Ontem leu-se variado e bem. Como estávamos no Museu Ferreira de Castro, foi a ele que coube inaugurar esta nova sessão das quartas: seguiram-se Pepetela, João Ricardo Pedro, Miguel Real, Franz Kafka, Eça de Queirós, Maria do Rosário Pedreira, Bertolt Brecht, Adelino Caldeira, e até dois folhetos: um sobre a morte de Alves Redol, em 1969, e a lista dos candidatos da CDE no distrito de Lisboa, para o simulacro de eleições havido no mesmo ano, creio, com candidatos que dariam (e alguns ainda dão) que falar...
Aqui ficam algumas linhas das minhas escolhas:
Ferreira de Castro, «Delfim Guimarães» (a propósito da morte do seu editor): "[...] Tenho conhecido muita gente. Uns, mascarados, às esquinas da vida; outros, colocados ao sol, espírito aberto à compreensão, que tudo justifica e tudo absolve, à solidariedade humana, ao amor pelos que sofrem e até por aqueles que parecem não sofrer... [...]". In Memoriam de Delfim Guimarães (1934)
Eça de Queirós, em carta a Jaime Batalha Reis, defendendo-se de não ter participado o seu casamento: "[...] Mil trovões! Estás tu certo disso? O quê! Eu não te disse que ia casar, -- falando de pé, com um gesto largo, lá na casa de Langham St.?... / Bem diz o Santo Antero, como ja o ensinara o Buda divino! Tudo é nada: só há aparencias: o universo é uma grande ilusão: a única realidade é o não-ser! [...]". Cartas Inéditas de Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Batalha Reis e Outros (edição de Beatriz Berrini, 1987).
Sarah Adamopoulos, «A Marylin»: "[...] Todos os dias ela ia morrer. Acontecia-lhe em qualquer lugar. Podia ser no supermercado junto às arcas dos ultracongelados. Convencia-se de que ia ter um colapso cardíaco ou uma hemorragia cerebral e imaginava-se a cair e a ficar com a cabeça colada às embalagens dos panadinhos Capitão Iglo. [...]". A Vida Alcatifada (1997)
Bertolt Brecht, «Desfile do povo alemão»: "Decorridos cinco anos nos disseram / que aquele que a si próprio se intitula / enviado de Deus já aprontou / sua guerra, os armamentos; / [...]". O Terror e a Miséria no Terceiro Reich (1938 - tradução de Fiama Hasse Pais Brandão).
Labels:
Alves Redol,
Bertolt Brecht,
Eça de Queirós,
Ferreira de Castro,
Franz Kafka,
Jaime Batalha Reis,
João Ricardo Pedro,
Leituras das Quartas,
Maria do Rosário Pedreira,
Miguel Real,
Pepetela,
Sarah Adamopoulos
Subscrever:
Mensagens (Atom)




