«O que acarretará ser avô? Como pai não foi lá grande coisa, apesar de dar o seu melhor. Como avô, provavelmente, também ficará abaixo da média. Faltam-lhe as virtudes dos velhos: serenidade, bondade, paciência. Mas talvez essas virtudes ainda venham a surgir, tal como outras desapareceram: a virtude da paixão, por exemplo. Tem de ler novamente Victor Hugo, o poeta dos avós. Poderá aprender alguma coisa.» J. M. Coetzee, Desgraça, [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, pp. 194-195.
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2 de outubro de 2018
16 de maio de 2018
viver no campo
«A vida no campo sempre teve a ver com vizinhos a maquinar uns contra os outros, desejando pestes uns aos outros, desejando colheitas pobres uns aos outros, desejando a ruína financeira uns aos outros, mas, em momento de crise, sempre prontos a ajudarem-se mutuamente.» J. M. Coetzee, Desgraça, [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, p. 106.
7 de março de 2018
dos cães
«Eles dão-nos a honra de nos tratarem como deuses e nós respondemos-lhes tratando-os como coisas.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, p. 72. (ao lado uma edição brasileira, com o título bem mais adequado: Desonra)
26 de janeiro de 2018
felizmente, não é de todo verdade
«Uma pessoa não pode considerar-se culpada de depravação e esperar um dilúvio de simpatia. Pelo menos a partir de certa idade. A partir de certa idade uma pessoa deixa pura e simplesmente de ser apelativa e é tudo. Só nos resta cerrar os dentes e viver o resto da vida. Cumprir a pena.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, p. 61.
17 de novembro de 2017
«O crânio, e depois o temperamento:
as duas partes mais duras do corpo.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, 2008, p. 6.
13 de outubro de 2017
o início da DESGRAÇA
«Para um homem da sua idade, cinquenta e dois anos, tem resolvido bastante bem, segundo ele, o problema do sexo.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, 2008, p. 5.
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