Mostrar mensagens com a etiqueta Ruben Andresen Leitão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ruben Andresen Leitão. Mostrar todas as mensagens

26 de maio de 2020

Ruben A. e Ferreira de Castro

Passam hoje cem anos sobre o nascimento de Ruben A., nome literário de Ruben Andresen Leitão, com que assinava a obra historiográfica, incidindo no século XIX, em especial na figura e no reinado de D. Pedro V. Num depoimento publicado no
, Diário Popular Popular, em 7 de Abril de 1966 -- quando se assinalava o cinquentenário da publicação do seu primeiro livro, Criminoso por Ambição -- o romancista de A Torre da Barbela traçou um eloquente retrato moral do escritor, nascido há 122 anos, completados anteontem, 24: «[…] nos raros encontros que tivemos -- eu fiquei com um pedaço da sua alma agarrada à minha fraca humanidade. / Tem a estranha qualidade em escritores portugueses -- que é a de saber admirar, mostrar ao mundo do dia a dia -- que a vida não é apenas um alguidar de lacraus onde todos se trincam sadicamente.» A esta qualidade moral, Ruben juntou outra: o exemplo da rectidão: «[…] por detrás dessas linhas [os seus romances] desenha-se uma alma fina, silhueta perfeita do homem que estimula, do ser que combate com a dignidade de quem na praça pública só tem ou segue uma conduta.»

8 de abril de 2020

prosa e poesia, a propósito de uma epígrafe de T. S. Eliot

A epígrafe deste volume de contos de Ruben A., Cores (1.ª edição, 1960), é um excerto dos ensaios de T. S. Eliot sobre poesia, fragmento cuja exegese só por si daria um livro. Eliot defende o equilíbrio e a musicalidade na estrutura interna de um poema através da modulação da forma, da intensidade e emoção que transmite, terminando com a ideia de que nenhum poeta poderá produzir um longo poema digno desse nome se não for um mestre da prosa. Ruben A. (nome literário do historiador Ruben Andresen Leitão) é um mestre da escrita, cada palavra é necessária no preciso lugar em que foi empregue. Isto para dizer que a grande prosa deve ser sempre servida por um carácter poético que a torne pelo menos encantatória aos olhos que no momento da leitura exercem também função "auditiva", contrariando a oposição simplista entre texto poético e texto prosaico.

26 de maio de 2015

Ruben A. / Ruben Andresen Leitão, 95


Ruben A. (que assinava os seus trabalhos historiográficos com o nome civil,
Ruben Andresen Leitão, nasceu em Lisboa, em 26 de Maio de 1920