Esgotada, há muito, a 1.ª edição de ENTREMENTES CONVERSAS (DES)CONFINADAS do confrade J. A. Marcos Serra e de Carlos Paiva Neves, acaba de ser disponibilizada, em suporte digital, a 2.ª edição (revista e complementada), livre para leitura, descarga ou impressão, sem fins comerciais.
Se lhe interessam temas como questionamentos filosóficos, religiosos, teorias de reencarnação, espiritualidade e espiritismo (por antítese ao materialismo e consumismo sem freio), parapsicologia, hipnotismo, fenómenos sociais, ambiente e futuro do planeta, humanidade (e as suas dimensões de alma, espírito, mente, emoções, corpo e vida), humanismo e outros, resultantes de uma troca de missivas entre duas historicidades que ousam dialogar sem proselitismo nem totalitarismo nem pretensiosismos, que só a ignorância pode alimentar, disponha livremente para uma leitura calma, que conduz ao imo de cada um.
Se os temas não lhe interessam, pode sempre informar amigos que gostem destes assuntos.
Deixo-lhe a hiperligação da 2.ª edição.
Boas leituras, em paz e bem.
19 de junho de 2026
ENTREMENTES CONVERSAS (DES)CONFINADAS - 2.ª edição
15 de junho de 2022
COLOMBO EM VALE DO PARAÍSO
Nas cartas de J. A.
Marcos Serra e Carlos Paiva Neves compiladas em Entrementes encontram-se várias referências a Cristóvão Colombo,
aliás Cristóvão Colon, antropónimo que faz jus à tese da nacionalidade
portuguesa do navegador. Fosse ele português, genovês ou catalão, a verdade é
que se equivocou na sua ideia de chegar à Índia por Ocidente, possibilidade que
em Portugal parecia ser aceite como não válida.
Há uns anos visitei em Vale
do Paraíso (Azambuja) o “Centro de Interpretação Colombo”. Foi naquele lugar
que o navegador se reuniu com D. João II ao regressar, em 1493, da sua primeira
viagem à América. Há lá uma placa assinalando o local do encontro.
Trata-se de mais um mistério do descobridor das
Índias Ocidentais. Como conta Rui de Pina (Crónica
de D. João II), o rei estanciava em Vale do Paraíso, por causa da peste que
grassava em Lisboa, quando foi informado da entrada de Colombo no Tejo. Porque
não rumou a nau do capitão a um porto espanhol? É certo que houve uma
tempestade que dispersou a frota, mas isso talvez não explique tudo.
Chamado à presença do
Príncipe Perfeito, ter-lhe-á dado informações que só depois daria aos Reis
Católicos? De acordo com o cronista, Colombo «era de sua condição um pouco
levantando» e «no recontamento de suas cousas excedia sempre os termos da
verdade», pelo que o encontro com D. João II dispunha de todos os ingredientes
para correr mal. Tal não sucedeu - garante Rui de Pina - por o rei ser «muito temente a Deus», triunfando
a ponderação e acabando «por lhe fazer honra e muita mercê».
Como ainda não li todo
o livro, não sei se este episódio é referido nalguma carta. O colega José Serra
logo nos dirá. E talvez nos possa dar a sua interpretação de mais este
“mistério” associado ao misterioso Colombo, ou Colon.
16 de maio de 2022
ENTREMENTES CONVERSAS (DES)CONFINADAS
É um livro, em forma epistolar, que nasceu com o aparecimento da pandemia, e de uma mensagem que o confrade J. A. Marcos Serra endereçou ao seu mundo de familiares, amigos, colegas atuais e antigos, enfim, a todos os que constituem a cadeia humana em que está inserido de modo real.


