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10 de outubro de 2014

BASTAM DUAS LINHAS, E ENTRAMOS NUM CONTINENTE NOVO, NUM LUGAR INÉDITO DO ESPAÇO LITERÁRIO" - Eduardo Prado Coelho




«Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece um aragem na tarde. O ar queima como se fosse um bafo quente de lume. e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece a água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando  a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.»


(Início do livro)

Boas leituras!