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18 de fevereiro de 2013

torna-se o amador na cousa amada...

     Tu estás a matar-me, peixe, pensou o velho. Mas tens todo o direito. Nunca vi uma coisa maior, ou mais bela, ou mais serena, ou mais nobre do que tu, meu irmão. Vem e mata-me. Não quero saber qual de nós mata.

Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, trad. Jorge de Sena, Lisboa, Livros do Brasil, s.d., p. 102.

15 de janeiro de 2012

flores em la mar

«[...] o velho sempre pensava no mar como feminino, como algo que entrega ou recusa favores supremos, e, se tresvariava ou fazia maldades era porque, não podia deixar de as fazer. A lua influi no mar como nas mulheres, pensava ele.»

Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, tradução de Jorge de Sena, Lisboa, Livros do Brasil, s.d., pp. 30-31.

19 de outubro de 2011

mestria

Tudo nele e dele era velho, menos os olhos, que eram da cor do mar e alegres e não vencidos.

Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, tradução de Jorge de Sena, Lisboa, Livros do Brasil, s. d., p. 8.


(imagem daqui)

15 de agosto de 2011

e assim começa O VELHO E O MAR

Era um velho que pescava sòzinho num esquife da Corrente do Golfo, e saíra havia já por oitenta e quatro dias sem apanhar um peixe. Nos primeiros quarenta dias um rapaz fora com ele. Mas, após quarenta dias sem um peixe, os pais do rapaz disseram a este que o velho estava definitivamente e declaradamente salao, o que é a pior forma de azar, e o rapaz fora por ordem deles para outro barco que na primeira semana logo apanhou três belos peixes. Fazia tristeza ao rapaz ver todos os dias o velho voltar com o esquife vazio e sempre descia a ajudá-lo a trazer as linhas arrumadas ou o croque e o arpão e a vela enrolada no mastro. A vela estava remendada com quatro sacos de farinha e, assim ferrada, parecia o estandarte da perpétua derrota.

Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, tradução de Jorge de Sena, Lisboa, Livros do Brasil, s. d., pp. 7-8.

14 de julho de 2011

resenha de 2009 (1)

Na última sessão de 2009 escrevi um resenha do ano, coisa que não fizera em 2008, nem tornei a fazer. Não cheguei a lê-la, porque se a memória não me falha, essa foi uma sessão muito concorrida, e o tempo esgotou-se.
Trago-a agora para aqui, aos bocados.

O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway (Janeiro). Relato pungente da luta do velho pelo último grande peixe. O respeito do homem pelo animal, possivelmente como sucede entre touro e toureiro. Como alguém notou: uma metáfora do próprio acto de escrever. Um livro de despedida.