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31 de janeiro de 2016

"TRÊS VIDAS AO ESPELHO"

Comecei hoje a ler. Continuo a ler. Acho que vale a pena.
«Nesse tempo a minha aldeia era núbil. E encarrapata como a loiça da cozinha. Todos os lares eram ajardinados de asados que dignificavam a luz bojuda do petróleo. Nesses asados às vezes escondiam-se crianças. As mais fraquinhas morriam. Eram anjinhos que nunca mais voltavam. Os caixõezinhos brancos eram um luxo que durava dez anos. Entretanto as pessoas passavam fome. Uma fome que consolidava tudo: dentes, unhas, tempo, moedas.» (p. 40)

15 de janeiro de 2015

Manuel da Silva Ramos fala sobre A LÃ E A NEVE

«Ler Ferreira de Castro, 40 anos depois». No MU.SA -- Museu das Artes de Sintra, sexta-feira, 16 de Janeiro, pelas 19 horas.
tel.: 219238828

(1.ª edição, 1947)
capa de Jorge Barradas