In Jaime Brasil, Diderot e a Sua Época, Lisboa, Editorial Inquérito, 1940, pp. 28-29.
Mostrar mensagens com a etiqueta Louis-Michel van Loo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Louis-Michel van Loo. Mostrar todas as mensagens
5 de outubro de 2011
retrato(s) romântico(s)
Diderot sobre o seu retrato, pintado por Louis-Michel van Loo: «Meus filhos: previno-vos de que não sou eu. Tinha num dia cem fisionomias diversas, segundo aquilo que me preocupava. Estava sereno, triste, sonhador, terno, violento, apaixonado, entusiasta; mas nunca fui tal como me vedes ali. Tinha uma grande testa, olhos muito vivos, traços bastante acentuados, a cabeça no género de um antigo orador, uma bonomia que tocava pela estupidez, pela rusticidade dos antigos tempos. [...] Tenho uma máscara que engana o artista; seja porque ela tem muitas coisas confundidas, seja porque as impressões da minha alma se sucedem muito rapidamente e se pintam no meu rosto, os olhos do pintor não me encontram igual dum momento para o outro e a sua tarefa se torna torna-se mais difícil do que ele supunha.»
Labels:
Denis Diderot,
Louis-Michel van Loo,
pintura
Subscrever:
Mensagens (Atom)
