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29 de novembro de 2017

Camilo, psicólogo

«Péssima qualidade têm as boas almas: é serem comunicativas, abertas, dadas com infantil expressão.» Camilo Castelo Branco,O Judeu (1866), Silveira, E-Primatur, 2016, p. 149.

17 de outubro de 2017

a morte, essa galhofeira

«A morte costuma assim zombar com algumas das suas presas, como a fera com a vítima, quando a deixa fugir já ferida, e salteando-a outra e muitas vezes, renova o gozo de lhe rasgar as carnes, até que duma assentada a despedaça.» Camilo Castelo Branco, O Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016, p. 127.

21 de setembro de 2017

coisas memoriais

fonte
«Ao mesmo tempo, D. João V lançava a primeira pedra daquela vasta mole de granito e mármore que aí está chamada mafra, cousa de triste e pavoroso aspecto, monumento que a si se levantou um braço real, como se a qualidade do braço o ressalvasse, posteridade além, da nota de se ter imergido no tesouro da pátria, tirando e espalhando às rebatinhas mãos-cheias de ouro que deviam cair em estradas, em colónias, em benefícios da navegação, em benefícios da agricultura, em recultivação das terras de D. Dinis, cujos arados D. Manuel e João III converteram em espadas e mandaram ensopar no sangue das nações de além-mar.»

Camilo Castelo Branco, o Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016, p. 120.

21 de abril de 2017

entre verdugos e patifes

«O meu António diz que em Lisboa não há senão duas espécies de gente: fanáticos e hipócritas; com os primeiros estão os verdugos da humanidade, com os outros estão os patifes.»

Camilo Castelo Branco, O Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016, p. 117.  

11 de abril de 2017

uma epígrafe de Alexandre Herculano

«Isto é grave, porque é atroz...» 


História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854-1859)


in Camilo Castelo Branco, O Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016.

4 de abril de 2017

o início de O JUDEU, de Camilo Castelo Branco

«Há um fenómeno moral, muitas vezes repetido, e todavia inexplicável: é a esquivança desamorosa de mãe a um filho excluído da ternura com que estremece os outros, filhos todos do mesmo abençoado amor e do mesmo pai que ela, em todo o tempo, amara com igual veemência.»

Camilo Castelo Branco, O Judeu [1866], Silveira, E-Primatur, 2016, p. 13.