12 de agosto de 2026

« (...) QUANDO O SOL RODOU NA DIRECÇÃO DO ASTRO SEM LUZ E SE PRODUZIU O ECLIPSE. AQUELES DOIS CORPOS AMARELOS,

 


se se tocassem, começariam a esguichar lágrimas de fogo, como as roqueiras das festas, e, ao chocarem de flanco, incendiariam a Terra. (...) Por simples prudência, os rozarenses tinham-se arrimado às furnas e aos sítios côncavos e começavam a acreditar que estariam aí protegidos das avalanches lunares.» 

[ _________ Protecção melhor que as dos falíveis óculos-de-sol-para-ver-eclipses, alguns sem certificação europeia... ______________ ]

«Assim, puderam em breve verificar que a face negra da Lua se pusera tão baça que o Sol parecia ir devorá-la. O homem com um molho de silvas às costas, no interior dela, tropeçou  e caiu de borco com a sua meia calote enviesada, e um cone de luz iluminou-lhe a cabeça, depois as silvas e, por fim, as suas botifarras. Logo a seguir, a Lua voltou à primitiva posição de feto inocente, com a bochecha gorda e pálida dentro de uma esfera de metal.»

[ __________ Já não preciso de ver o eclipse, chega-me esta prosa. Como diria uma voz do relato: «Então isto é que é um eclipse? Muito asno é este nosso mundo, louvar a Deus!» ____________ ]


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