Annie Ernaux, Os Anos [2008], trad. Maria Etelvina Santos, Porto, Livros do Brasil, 2022, p. 9.
27 de janeiro de 2023
26 de janeiro de 2023
BETO E ARLINDA de Pedro da Fonseca
É com empenhamento pessoal que lhe trago um novo livro publicado pela Bibliotrónica Portuguesa, com o prazer acrescido de lho oferecer livremente para leitura (basta clicar numa das três hiperligações, e depois em PDF), podendo partilhá-lo com todos os amigos que gostem de literatura de qualidade.
Este, realço, é diferente de todos os que leu até hoje; para não estar a repetir informação, transcrevo o que a editora refere sobre a obra.
Beto e Arlinda,
por Pedro da Fonseca
|
Latente, aparentando magma sonolento, sob uma crosta
que se julga intransponível, a
Em Beto e Arlinda, reedição em
livro pela Bibliotrónica Portuguesa de textos diarísticos, |
O autor já tinha sido homenageado no nosso blogue, aquando da sua morte. Merecidamente.
23 de novembro de 2022
TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
… Alegre pretexto para conhecer Afonso Henriques de Lima Barreto e uma obra extraordinária.
O livro beliscou-me e fez-me cócegas: surpreendeu-me; não conhecia o autor, o título não entusiasmava e depois...
A ironia cínica, cirúrgica, que se agacha debaixo de frases de uma inocência, que parece irrelevante, é admirável. Tudo com uma linguagem de quem está a falar por falar. Que nítida definição dos personagens, sem nos enfastiar com pormenores irrelevantes! Tudo na conta certa.
E a história que suporta o romance, que o poderia limitar no tempo e no espaço, replica-se na atualidade, dando-lhe um valor acrescido.
A sessão tinha-me já revelado uma situação menos comum: nenhum dos confrades se tinha desiludido com a leitura, o que, naturalmente, nem sempre acontece; mesmo os que, como eu, iam a meio da peregrinação. Concordo com a unanimidade da «votação».
E depois, Policarpo, um sonhador, mas que eu apreciei sobremaneira, pelos ideais que o alimentavam e conduziam, mesmo se, em termos práticos, as coisas não harmonizassem com os sonhos; mas seria melhor um mundo de Policarpos ou de abantesmas execráveis que partilhavam o mundo com ele? Ficou o mundo melhor com a prisão de Policarpo e a vitória dos pragmáticos?
Uma vénia ainda ao Ricardo Coração dos Outros e à afilhada que também encontramos, com alguma raridade, na sociedade hodierna.
Livro / autor diferente do habitual: inteligente, com uma visão superior das coisas... parecendo humildemente deambular entre os alarves gananciosos, poltrões, preguiçosos, oportunistas, ignorantes que vão desfilando na trama.
Já recomendei a amigos; recomendo-o a si.
A imagem de apresentação é extraída do filme baseado na obra, que descobri, e está à disposição de quem queira, embora eu tenha sempre receio de ver um trabalho cinematográfico inspirado num bom livro, pelo risco de desiludir.
15 de novembro de 2022
o início de TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
4 de novembro de 2022
27 de outubro de 2022
I ENCONTROS CASTRIANOS DE SINTRA - Museu Ferreira de Castro 12 de Novembro de 2022
Programa
10 h.: Apresentação dos Encontros
10,15h. Vítor Viçoso, «A Lã e a Neve e
o Imaginário Neo-Realista: convergências e divergências»
11,00 h. Manuel Matos Nunes: «Tiago, o “Estica”, em A Selva, de Ferreira de Castro»
11,45 h.: Fernando Ramos Machado, «Ferreira
de Castro e os Grão-Mestres de Malta»
12,30 h: Debate
14,15 Annabela Rita, «Ferreira de Castro e a
globalização»
15h. Ana Cristina Carvalho, «Rigores de
Inverno em romances Castrianos: Cenário, personagem e mensagem»
15,45h. Clara Campanilho Barradas: «O teatro de Ferreira de Castro»
16, 30h Carlos Jorge F. Jorge, «Traços do destino e projeções da natureza
humana nas representações da água em Ferreira de Castro»
17,15h : Debate
Entrada livre, sujeita a inscrição prévia
21 de outubro de 2022
"Anarquismo, Insubmissão, Inconformismo"
10 de outubro de 2022
o início de O FALCÃO DE MALTA
23 de setembro de 2022
1 de setembro de 2022
o início de NIKETCHE -- UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA
«Um estrondo ouve-se do lado de lá.»
Paulina Chiziane, Niketche -- Uma História de Poligamia (2002), 7.ª ed., Alfragide, Editorial Caminho, 2021 p. 9.
22 de julho de 2022
1 de julho de 2022
o início de DAVAM GRANDES PASSEIOS AOS DOMINGOS
«O comboio parara finalmente na estação de Portalegre.» José Régio, Davam Grandes Passeios aos Domingos (1941), Porto e Lisboa, Brevíssima Portuguesa #6 [1995], p.7.
15 de junho de 2022
COLOMBO EM VALE DO PARAÍSO
Nas cartas de J. A.
Marcos Serra e Carlos Paiva Neves compiladas em Entrementes encontram-se várias referências a Cristóvão Colombo,
aliás Cristóvão Colon, antropónimo que faz jus à tese da nacionalidade
portuguesa do navegador. Fosse ele português, genovês ou catalão, a verdade é
que se equivocou na sua ideia de chegar à Índia por Ocidente, possibilidade que
em Portugal parecia ser aceite como não válida.
Há uns anos visitei em Vale
do Paraíso (Azambuja) o “Centro de Interpretação Colombo”. Foi naquele lugar
que o navegador se reuniu com D. João II ao regressar, em 1493, da sua primeira
viagem à América. Há lá uma placa assinalando o local do encontro.
Trata-se de mais um mistério do descobridor das
Índias Ocidentais. Como conta Rui de Pina (Crónica
de D. João II), o rei estanciava em Vale do Paraíso, por causa da peste que
grassava em Lisboa, quando foi informado da entrada de Colombo no Tejo. Porque
não rumou a nau do capitão a um porto espanhol? É certo que houve uma
tempestade que dispersou a frota, mas isso talvez não explique tudo.
Chamado à presença do
Príncipe Perfeito, ter-lhe-á dado informações que só depois daria aos Reis
Católicos? De acordo com o cronista, Colombo «era de sua condição um pouco
levantando» e «no recontamento de suas cousas excedia sempre os termos da
verdade», pelo que o encontro com D. João II dispunha de todos os ingredientes
para correr mal. Tal não sucedeu - garante Rui de Pina - por o rei ser «muito temente a Deus», triunfando
a ponderação e acabando «por lhe fazer honra e muita mercê».
Como ainda não li todo
o livro, não sei se este episódio é referido nalguma carta. O colega José Serra
logo nos dirá. E talvez nos possa dar a sua interpretação de mais este
“mistério” associado ao misterioso Colombo, ou Colon.
8 de junho de 2022
ENTREMENTES - CONVERSAS (DES)CONFINADAS (2)
Caro José,
Afinal ainda consigo
escrever-te antes dos feriados. Sobre espiritismo, fenómenos mediúnicos, etc.,
transcrevo parte de uma entrada do diário de José Régio (estudava naquele tempo em Coimbra, tinha 23 anos):
«Coimbra, 4 de Novembro
de 1924
– Tenho passado noites horríveis.
Assisti (e colaborei) a algumas sessões de espiritismo, entre
rapazes. O que a eles passou quase indiferente perturbou-me a mim em excesso.
Invocámos numa delas o espírito de António Nobre, que disse querer dirigir-se a
mim. Transcrevo algumas perguntas:
Eu – Tens alguma coisa a dizer-me?
– Só.
– Que queres tu dizer?
referes-te a mim, ou a ti?
– A ti.
– Sabes porque gosto
tanto de ti?
– Só.
– Queres dizer que sou
como tu?
– Sim.
(…)
– Qual é a poesia do
teu livro que preferes?
– Todas.
– Qual é o poeta do teu
tempo que mais amaste?
– Eu.
– Quem mora agora na
Torre de Anto?
– Eu
etc.
Como se vê, são respostas dignas do meu Príncipe. Este
interrogatório chocou-me até às lágrimas. Deixei de assistir a estas sessões,
porque elas me perturbavam extraordinariamente:
Tive pesadelos e terrores nocturnos (…)»*
Pela minha parte, imaginava
um espírito de António Nobre loquaz, no género de “Lusitânia no Bairro Latino”
e “Males de Anto”, mas afinal não...
Votos de bom
fim-de-semana e até à próxima.
M.
5 de junho de 2022
ENTREMENTES - CONVERSAS (DES)CONFINADAS (1)
Caro José,
Chegado à página 82 do
teu livro, epístola de 31 de Julho de 2020 em que se fala de hipnotismo, de
Cristóvão Colombo, da leitura do Alcorão e de Manuel Ribeiro, esse escritor d´A Catedral
que recentemente me foi apresentado no colóquio do Museu Ferreira de
Castro, tenho condições para escrever a presente carta.
Em primeiro lugar para enviar
parabéns pelo trabalho epistolar em confinamento, eu que não soube o que isso
era porque andei sempre na rua – embora com responsabilidade –, sem ligar às
ponderosas prescrições então lançadas sobre o pessoal, os velhinhos fechados em
casa, à força, pela devoção filial, os homens novos receosos de que o vírus
lhes entrasse pelas narinas ou pelas comissuras da boca, as criancinhas aceitando as explicações dos pais de que não
se podia dar beijinhos por causa do bicho que andava à solta. Ia com uma
amiga para as margens do Tejo ou para os
montes e vales do nosso concelho de Vila Franca de Xira e depois de jantar
andava sozinho pelas ruas do bairro (passeio higiénico) enquanto nas janelas e
varandas os cómicos do costume batiam palmas frenéticas pelas dez da noite.
Quando estava em casa,
aproveitava o tempo lendo e relendo a Montanha
Mágica, de Thomas Mann, também Humilhados
e Ofendidos e Crime e Castigo, de
Dostoievski. Ainda tentei Ulisses, de
Joyce, mas a coisa não resultou. À tua semelhança, embora à minha maneira,
seguia a máxima de Blaise Pascal: “Faire le bon usage des maladies”. Apesar de
não estar doente, havia, omnipresente, uma doença a tentar dar-nos cabo do
juízo.
Agora, vejo as tuas
considerações e do teu correspondente sobre a alma. Considerações atentas, bem
elaboradas, parece-me (independentemente de estar ou não estar de acordo com
elas), até com uma bibliografia sobre a matéria (epístola de 22 de Abril de
2020), devendo dizer, pobre de mim, que nunca passei do Fédon, de Platão, da Quarta Parte do Discurso do Método, de Descartes, do Tratado das Paixões da Alma, do mesmo autor, de Montaigne, que sem
o dizer também falava da alma, e dos rudimentos da psicanálise de Freud. Posso
estar a dizer uma grande barbaridade, mas acho que era da alma que o homem
tratava lá no seu lendário consultório de Viena.
Assim, acredito na
alma, mas não na sua imortalidade, esta é a posição atingida pelo meu fraco
saber. Disse Platão no diálogo citado qualquer coisa como ser a alma prisioneira
do corpo. A minha primeira dúvida é como é possível a vileza do corpo (sensível
e visível) aprisionar o espírito (não sensível e invisível)? Disse também que
com a morte do corpo a alma ficava finalmente livre, indo para o Hades, julgo
em definitivo, na companhia dos deuses e outros homens bons (caso procedesse de
uma vida justa, evidentemente) e não como por vezes se diz por aí à espera de
entrar em novo cárcere.
O discípulo de Sócrates,
ouso pensar, poderá ter errado e ser responsável por muitos erros da filosofia
medieval e moderna, porque é mais natural aceitar que a alma morra com o corpo,
ou seja, que o prisioneiro sucumba à derrocada do seu ergástulo. Mas que sei
eu? Tudo isto é matéria rebatível, de impossível certeza, e aqui devo avançar
com a célebre asserção, mais platónica do que socrática, «só sei que nada
sei!». Ponto final, parágrafo.
Estou a apreciar a
leitura. Havia um movimento maoísta que tinha como divisa «ousar lutar, ousar
vencer». Parece-me mais justo dizer «ousar pensar, ousar escrever». Foi o que
haveis feito.
Vou continuar a ler
quando me desembaraçar de uns trabalhos em que ando metido. Agora com os
feriados, as festas e a sardinha assada, quiçá a praia, pode ser que me atrase
um pouco… Mas um dia destes volto a escrever.
Até lá, caro amigo, paz
e saúde!
M.
2 de junho de 2022
OLHEM QUE CINCO!
16 de maio de 2022
ENTREMENTES CONVERSAS (DES)CONFINADAS
É um livro, em forma epistolar, que nasceu com o aparecimento da pandemia, e de uma mensagem que o confrade J. A. Marcos Serra endereçou ao seu mundo de familiares, amigos, colegas atuais e antigos, enfim, a todos os que constituem a cadeia humana em que está inserido de modo real.
11 de maio de 2022
o início de EMIGRANTES
«Preta e branca, preta e branca, o preto mui luzidio e muito níveo o branco, a pega, de cauda trémula, inquieta, saracoteava entre carumas e urgueiras, esconde aqui, surge ali, e por fim erguia voo até a copa alta do pinheiro, levando no bico ramo seco ou graveto.» Ferreira de Castro, Emigrantes [1928], 29.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2013, p. 13
2 de maio de 2022
o início de O SENTIDO DO FIM
«Lembro, sem nenhuma ordem definida:» Julian Barnes, O Sentido do Fim [2011], trad. Helena Cardoso, 12.ªed., Lisboa, Quetzal, 2020, p. 11.
4 de abril de 2022
Sobre O Sentido do Fim, de Julian Barnes.
O papel da memória na História ( com h grande ) e na nossa história ( com h pequeno ) é fulcral. A questão do envelhecimento e da importância do que não nos lembramos também é relevante. Será que somos o que pensamos ser ? Que memórias construímos mais perto do fim ? Numa entrevista ao jornal Público, Barnes falou do que a memória faz com o tempo e o que tempo faz à memória. E como lidar com o facto de não podermos mudar o passado e qual a nossa responsabilidade nele? Na primeira página do livro encontramos ( é a minha tradução porque li o original, não sei as palavras exatas da tradução portuguesa): “o que acabamos por recordar, nem sempre é o que testemunhámos “ e na última página o livro termina com, “ Há acumulação. Há responsabilidade. E para além destas, há inquietação. Há uma grande inquietação ”. O que nos transporta à descrição deliciosa das aulas de História no inicio “o facto de que necessitamos de saber a história do historiador para compreender a versão que nos é dada “ e do professor cujo “sistema de controle dependia em manter um grau suficiente mas não excessivo de tédio “.
O afastamento do sentir, algum desprezo pelas emoções ( dito tão British) para evitar o sofrimento é também muito presente; achei magníficos os exemplos de quando o Tony recebe a noticia do suicídio de Finn e o pai lhe diz que lamenta e ele diverge para a calvície do pai e se seria hereditária. Ou das memórias de quando Tony acaba a relação com Verónica e acaba por se focar na cor e no perfil sorridente da rainha na lata das bolachas. Ou quando se sabe quem é a mãe do filho de Finn e a narrativa passa para o sal nos diferentes tipos de batatas fritas. No fundo evitar ser magoado, não ganhar nem perder e chamar a isso capacidade de sobrevivência. A questão da “soma versus multiplicação” ao longo da vida, se o carácter se desenvolve com o tempo como nas novelas.
Barnes insinua esta pergunta muitas vezes: preferiam amar menos e sofrer menos ou amar mais e sofrer mais? Mas será que afinal podemos fazer essa escolha conscientemente? Outra pergunta sem resposta .
Agora que estou " em repouso " com chá de limão e mel, está ao meu lado O Homem do Casaco Vermelho, o último livro de Julian Barnes em que o protagonista é um médico ginecologista na Belle Époque em Paris.
Saudações a todos e até Maio.
Zélia Mugli
21 de março de 2022
VATES (6)
Não cantes o meu nome em pleno dia
não movas os seus ásperos motivos
sob a luz dolorosa sob o som
da alegria
Não movas o meu nome sob as tuas
mãos molhadas do choro doutros dias
não retenhas as sílabas caídas
do meu nome da tua boca extinta
Não cantes o meu nome a primavera
já o ameaça hoje principia
a vida do meu nome não o cantes
com a tua alegria
Nota: Hoje Dia Mundial da Poesia entendi homenagear Gastão Cruz. Só com a nossa intuição poética ou em registo áudio voltaremos a ouvi-lo. Por ironia do "destino" o poeta voou no início desta primavera tão frágil para outras galáxias donde continuará a inspirar-nos com a sua tão necessária gramática. Este caderno de 72 é um "ensaio" sobre a "imagem da linguagem", da memória literária e da experiência colocando a poesia no mundo. Não é necessário dizer que William Blake assiste em fundo as estes poemas. A transformação é inerente a qualquer poesia e só assim existe novidade e renovação. Nesse campo, aqui há um importante trabalho ao nível da sintaxe e dos elos que prendem o poema nomeadamente na segunda estância que lançam o leitor na captação de sonoridades acrescidas e de uma nova leitura de poesia.
4 de março de 2022
o início de A GARÇA E A SERPENTE
«"Este Novembro de 1917 continua frio mas dourado.» Francisco Costa, A Garça e a Serpente [1943], 2.ª ed., Lisboa, Parceria A. M. pereira, 1945, p. 11.
28 de fevereiro de 2022
FRANCISCO COSTA E A REVISTA MODERNISTA "ATHENA"
15 de fevereiro de 2022
SETÚBAL
Oferta cultural em Setúbal, terra do grande Elmano Sadino.
Dois tópicos,
entre vários dignos de nota:
– CASA DA
CULTURA, espaço de actividades diversas onde decorre, até 27 de Março, uma
exposição de trabalhos de ilustração tendo como tema a figura de João Paulo
Cotrim.
(R. Detrás
da Guarda, 28)
– CASA DAS IMAGENS, acervo documental, audiovisual e artístico doado por Lauro António ao município.
(R. da Velha
Alfândega, 8)
Informação para os
nossos leitores que queiram incluir algum destes pontos numa eventual passagem
pela cidade.
= Fotos de
12-2-2022
13 de fevereiro de 2022
LOURDES CASTRO
7 de fevereiro de 2022
POEMA ou CANÇÃO... eis a questão
De vez em quando, somos surpreendidos pela excelência de um trabalho dedicado, que se revela útil, apelativo, agradável. Mesmo quem não morresse de amores pela poesia acabaria cativado.
Quer experimentar? Então deixe-se prender por esta coletânea organizada pela equipa responsável pela Biblioteca Escolar da Secundária de Amares (até o nome parece fadado...). Basta um clique na imagem, escolher um dos três grupos de poemas e ouça, ouça.
Que tal?
31 de janeiro de 2022
o início de O ÚLTIMO CAIS
«Diário de Bordo / "Saímos de Quelimane na canhoneira Mandovi, com direcção à ilha de Moçambique, no dia 4 de Setembro de 1879, pelo meio dia.» Helena Marques, O Último Cais (1992), Alfragide, Leya, 2009, p. 9.
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