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15 de janeiro de 2024

BEIRAS

 

Se Alentejo(s)… teve o condão de atrair-me à leitura, deduzam o volume do apelo que este BEIRAS – imagens do ambiente natural e humano na literatura de ficção instalou na cabeça deste leitor, nascido ao lado dos fundões do Zêzere! E então, quando descobri que a fotografia que preenche a capa é do pequeno paraíso do Covão da Ametade, na minha Estrela…
A nossa confreira, Ana Cristina Carvalho, desta vez, em parceria com Cristina Costa Vieira, resolveu brindar-nos com mais uma obra de cultura e interesse, coligindo trabalhos e referências aos autores portugueses que encontraram, na geografia natural e humana deste coração do país, inspiração para as suas obras literárias.
Sempre que aprendo, delicio-me, e aconteceu mais uma vez: servi-me de poesia, filosofia, análise investigativa, literatura, erudição, visões originais, trabalho que se evidencia, riqueza de termos locais (anotei alguns da minha terrinha, que o nevão da idade tinha tapado), descoberta de autores que não sabia ligados às Beiras…
O preço que pago é, de vez em quando, amentar o termo que define quem não sabe… e «ignorante» não soa nada bem; mas tem cura.
Grato, Ana Cristina, por mais esta oportunidade.
Nem tudo são planuras de leitura, mas as Beiras também são assim.
Se não leu, recomendo.

22 de janeiro de 2014

IMAGENS DE "A LÃ E A NEVE" últimas

Como conta o Romance, o tempo deu em ameaçar borrasca, o céu escureceu, e o Covão da Ametade transformou o seu ar de paraíso perdido em ameaça séria.
Uma névoa intensa envolveu os Cântaros (Os Cântaros, enormes moles magalíticas, são três: O Magro, o Gordo e o Raso).
Os dois primeiros, veem-se a coroar o Covão, na imagem ao lado esquerdo.
Logo depois da primeira chuva grossa, o "Zêzere Menino" que ali nasce, entre os Rochedos que ladeiam A Rua dos Mercadores, deu em engrossar a voz, proferindo ameaças (haviam de vê-lo, como já vi, como um mar largo, inundando todo o Covão, sem garganta suficiente para jorrar toda a água no Vale.)
Entretanto a montanha parecia estalar, como se os Cântaros ameaçassem esboroar-se e esmagar os homens e o rio, com uma raiva ciclópica.












(à esquerda, os três Cântaros; à direita, pormenor do Cântaro Magro).
O Covão da Ametade, fica (na foto) à esquerda do Cântaro Magro... lá bem no fundinho).

E, como mandam as regras da natureza, depois da tempestade vem a bonança.
O Tónio partiu para a Vila com a alma escura de preocupações, e o Horácio lá conseguiu avançar até à Nave de Santo António da Argenteira, onde encontrou outros pastores, menos solitários que ele... ou talvez mais, quem sabe?











Muitos mais pormenores poderia dar a conhecer: não quis, porém,  ultrapassar os limites máximos da arte de molestar
Homenageio os meus confrades do Clube de Leitura; o escritor Ferreira de Castro,como nosso patrono literário; a sua obra, A Lã e a Neve, pelo que é e porque se ocupou da ninha terra e da minha serra; Manteigas, berço que (há quem diga) escolhi; os que me antecederam e me foram construindo, mesmo sem saber que o faziam.