É estar fraco e com força
É ter tudo e querer sempre mais
É sentir fogo e não arder
É chaga aberta sem doer
É ganhar sem conta
É sem conta perder
É dar ao frio o maior calor
É fingir sempre que não é amor
É estar longe e estar perto
É ver água no mais seco deserto
É julgar o incerto sempre certo
É estar cego sem querer ver
É ser tudo e nada ser
É, enfim, estar morto e não querer viver.
Da Ilha que Somos, coordenação e prefácio de A. J. Vieira de Freitas, Funchal, Câmara Municipal, 1977.
(lido numa sesão de 2011)