«Pois ela, aquela mulher sem estudos ao menos guardara um livro para se recordar melhor dele, mas eu, eu tinha-me esquecido durante anos de Mendel dos livros, precisamente eu que tinha a obrigação de saber que os livros só se criam com o fim de unir as pessoas para além da sua própria existência e, assim, de se defender do inexorável oponente de tudo o que vive: fugacidade e o esquecimento.»
Stefan Zweig, Mendel dos Livros, tradução de Álvaro Gonçalves, Porto, Assírio & Alvim, 2014, p. 87.