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13 de agosto de 2016

A. M. Pires Cabral, 75


 
A. M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 13 de Agosto de 1941



De A. M. Pires Cabral

7 de outubro de 2014

o saco e o baraço

«Tratam-se com uma familiaridade imensa, cansada, caldeada em quase um século vivido lado a lado. Chamam-se nomes feios que não ofendem: maltês, estraga-albardas, freige-moscas. Acabam estes insultos por ser cumprimentos, segundo me capacito ao ver que nenhum deles reage desabridamente. Quando acontece aproximar-se o tio Domingos já quando o companheiro tem desdobrado a toalha das recordações, costuma o tio Zé das Candeias saudar-lhes a chegada com um imensamente terno "Olá, freguês da limonada!" O tio Domingos salva respeitosamente o adjunto e não se dá por achado. E uma vez ouvi o tio Zé despedir-se dele com um "Deus te dê anos de vida como de palmos tem a formiga!" Amicíssimas hostilidades.»

A. M. Pires Cabral, «O saco e o baraço», O Diabo Veio ao Enterro, Lisboa, Nova Nórdica, 1985, p. 20.
(lido na sessão de quarta-feira, 25 de Setembro de 2014)

17 de abril de 2012

BALANÇA DE PALAVRAS, A. M. Pires Cabral

As palavras têm um tranquilo
peso oculto,
rebelde ao dicionário.

Por isso são palavras,
não vocábulos apenas.

Fossem todas as palavras
pesadas em balança como a sua,
Eugénio,
tumultuosa balança de palavras.
 
in Aproximações a Eugénio de Andrade, coordenação de José da Cruz Santos, 2.ªedição, Edições Asa, Porto, 2001, p. 13.
 
(lido na sessão de13 de Abril de 2012)