Se a memória não me falha, é o único romancista do século XIX que resiste, ao lado de Camilo e Eça. Garrett é essencialmente as Viagens (o que não é pouco, tratando-se de um livro fundador e charneira); o Herculano, pelo menos o do Eurico, requer alguma profundidade no conhecimento da Alta Idade Média peninsular, para que não seja lido pela rama, o que o afasta do leitor comum. O bom do Júlio Dinis, esse -- como muito Camilo e todo o Eça -- mantém actualidade e interesse.
P.S. Claro que me refiro a Garret e a Herculano enquanto romancistas. Garrett persiste também no teatro (e como!) e na poesia; Herculano é apenas o maior historiador português de sempre. Para além disso, as suas figuras históricas, como soldados na guerra civil entre liberais e absolutistas e as funções públicas que desempenharam dá-lhes, também neste campo, um lugar na História de Portugal. Enfim, dois homens superiores, que foram amigos, apesar dos temperamentos completamente opostos (Garrett, um dândi guloso dos prazeres da vida; Herculano, um homem rígido e austero. Um foi feito visconde, o outro recusou o título).
P.S. Claro que me refiro a Garret e a Herculano enquanto romancistas. Garrett persiste também no teatro (e como!) e na poesia; Herculano é apenas o maior historiador português de sempre. Para além disso, as suas figuras históricas, como soldados na guerra civil entre liberais e absolutistas e as funções públicas que desempenharam dá-lhes, também neste campo, um lugar na História de Portugal. Enfim, dois homens superiores, que foram amigos, apesar dos temperamentos completamente opostos (Garrett, um dândi guloso dos prazeres da vida; Herculano, um homem rígido e austero. Um foi feito visconde, o outro recusou o título).
