"- Ai é?! Mil litros?!
Passou-se a palavra, e a partir desse dia, a Josefa do Estêvão, a Maria José Marcos, a mulher do José Espanhol, a Antónia do Bernardo e outras vizinhas e amigas passaram a calcular, dia a dia, o consumo de água como se fosse azeite, (indo amparando com uns cântaros da fonte, para que os mil litros de direito dêem para comida, bebidas e lavagens, porque, para os trapos, o ribeiro leva muita, graças a Deus.) " in Linhas entre Nós, J. A. Marcos Serra, Ed. de autor, 2015, P. 58
Tal como me desejou, José Serra, na sua dedicatória, a leitura deste livro trouxe-me verdadeiros momentos de prazer e motivação bastante para "ir conhecer a terra e serras lindas que lhe serviram de cenário."
Diz Fernando Faria, que este livro é um verdadeiro tratado de antropologia pelo manancial de informações que nos traz. É verdade.
Para mim, lisboeta de três costados, o "ir à terra" foi durante muito tempo algo insignificante e sem valor, pelo desconhecido a que a expressão me remetia. Até ao dia em que me tomei de amores por um Alentejano e finalmente, fui à terra. Apreendi então, outro mundo de cores, cheiros, sons, histórias de vida e costumes...E de algum modo senti-me ligada a tudo como se sempre tivesse feito parte de mim.
Obrigada José, por todas as linhas que tanto me acrescentaram. Fiquei com saudades da terra!
Aqui fica um rabisco que fiz do José na sessão de leitura de A Missão.
Foi um comentário polémico o do José... ;)


