18 de maio de 2026
o início de AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM
«De manhã, o general demorou-se muito na cave do lagar.» Sándor Márai, As Velas Ardem até ao Fim [1942], trad. Mária Magdolna Demeter, 38.ª ed,. Alfragide, D. Quixote, s.d., p. 7.
15 de maio de 2026
"Museus a unir um mundo dividido"
O nosso confrade Daniel Estudante Protásio será o convidado para a celebração da Noite dos Museus em Sintra, no próximo sábado, 16 de Maio, às 21,30, em que dissertará sobre «O Visconde de Santarém, Ferreira de Castro e a Portugalidade: percursos de vida e sensibilidades literárias».
Que aproximações, que pontos de contacto entre um dos pioneiros da historiografia dos Descobrimentos, que na primeira metade do século XIX tomou para si a tarefa de divulgar além-fronteiras o papel de Portugal, fazendo-o no exílio, pois foi um dos derrotados da Guerra Civil, entre liberais e absolutistas; e um romancista do século seguinte, de extracção anarquista, que renovou o romance português no final da década de 1920 e início da seguinte. arejando uma literatura de ficção estagnada e/ou irrelevante desde o fim do século anterior?
10 de maio de 2026
101 poemas portugueses #74
CARTA A MARIANA
Só existes no prenúncio do teu nome
e na pulsão
crescente
da mãe
que há muito
te deseja
e quer
vir a ajuntar
à corola acetinada das boninas
a energia genética da espiga
e ao sabor agridoce da amora silvestre
o nome de um pai
que se reveja por igual no vosso olhar
gira as valências de um metal nobre
o bouquet subtil de vinho generoso
o timbre inebriante de uma voz
mariana
olhos verdes ou azuis
quais os meus
do colo da tua mãe
dá-lhe beijos
muitos beijos
por ti e por mim também
(se tu me chegares a ler
se tu vieres a nascer)
de longe acenar-te-ei
no papel vestibular
do pai que te acontecer
Rui Ferreira Bastos, Penela da Beira, Penedono, 1928 - ),
Voz(es) (2003)
9 de maio de 2026
o início de MAU TEMPO NO CANAL
«-- Mas não voltas tão cedo...», Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal (1944), Lisboa, Unibolso, s.d., p. 7.
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