se se tocassem, começariam a esguichar lágrimas de fogo, como as roqueiras das festas, e, ao chocarem de flanco, incendiariam a Terra. (...) Por simples prudência, os rozarenses tinham-se arrimado às furnas e aos sítios côncavos e começavam a acreditar que estariam aí protegidos das avalanches lunares.»
[ _________ Protecção melhor que a dos falíveis óculos-de-sol-para-ver-eclipses, alguns sem certificação europeia... ______________ ]
«Assim, puderam em breve verificar que a face negra da Lua se pusera tão baça que o Sol parecia ir devorá-la. O homem com um molho de silvas às costas, no interior dela, tropeçou e caiu de borco com a sua meia calote enviesada, e um cone de luz iluminou-lhe a cabeça, depois as silvas e, por fim, as suas botifarras. Logo a seguir, a Lua voltou à primitiva posição de feto inocente, com a bochecha gorda e pálida dentro de uma esfera de metal.»
[ __________ Já não preciso de ver o eclipse, chega-me esta prosa. Como diria uma voz do relato: «Então isto é que é um eclipse? Muito asno é este nosso mundo, louvar a Deus!» ____________ ]

É bem verdade. O melhor do eclipse foi o ter olhado em frente, e para os lados, e ver como, por segundos, o dia se pôs.
ResponderEliminarNo ponto mais alto deste rincão - que dizem nosso - olhando um rebanho de mais de 300 ovelhas, que não ligaram patavina ao fenómeno... para meu desconsolo e de quem me acompanhava.
ResponderEliminarQue excelente máquina! Quem teria sido o relojoeiro?
Todo o livro emana conhecimento 'intrínseco' do espaço físico e humano.
ResponderEliminarQue enriquecedora seria para a sessão a presença do autor do livro, se tal fosse viável!