29 de junho de 2016

O dia da morte de Ferreira de Castro


Ferreira de Castro morreu no Hospital de Santo António, no Porto,
em 29 de Junho de 1974

27 de junho de 2016

sobre «As Primeiras Coisas», de Bruno Vieira Amaral

Um universo: o Bairro Amélia, subúrbio da Margem Sul, onde vive ou vegeta, crê ou ludibria, trabalha ou madraça, ri e chora, ama e odeia uma comunidade formada por retornados das Colónias, realojados doutras paragens, pequenos funcionários públicos.
Escrito com enorme mestria, usando de ironia raramente distanciada, é daqueles livros cuja leitura tentamos retardar, por não querermos que termine. A observação de Pedro Mexia na contracapa é certeiríssima: "Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe." A própria estrutura narrativa foi, para mim, uma coisa inteiramente nova. Do autor fiquei freguês.
  (da minha página do Goorreads: https://www.goodreads.com/user/show/14856264-ricardo-alves)

21 de junho de 2016

Machado de Assis, 177


Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de Junho de 1839

18 de junho de 2016

O dia da morte de Saramago


José Saramago morreu em Tías, ilha de Lanzarote,
18 de Junho de 2010

5 de junho de 2016

O dia da morte de Ray Bradbury


Ray Bradbury morreu em Los Angeles, Califórnia,
a 5 de Junho de 2012

3 de junho de 2016

AS PRIMEIRAS COISAS


Um romance "sui generis" que o autor assume como tal desde a própria capa, mas que o leitor (ou pelo menos um leitor, eu) só descobre verdadeiramente quando começa a sentir-se irresistivelmente envolvido pelo pulsar incerto, mórbido, do Bairro Amélia, através do desfilar, aparentemente caótico, quase sempre triste e muitas vezes trágico dos seus personagens.
As Primeiras Coisas é uma obra literária de elevado quilate, uma garrafa de excelente licor, ou um pires de deliciosos biscoitos, que o leitor sorve e consome em pequeníssimas porções, para prolongar o prazer da leitura...
Bruno V. Amaral sabe espreitar para dentro das personagens, descobrir o essencial e o marcante delas e, depois, manejando a paleta com mestria, transformá-las em quadros de tocante beleza.

UM EXCERTO:
"... famílias de lágrimas nos olhos a agradecer ao senhor doutor professor que era tão bom, que dava casas ao povo e aumentava as reformas, o ridículo das melhores roupas, os vestidos de cerimónia, os casaquinhos de malha, fatos de fazenda, camisas brancas com surro na gola, os sapatos engraxados e tortos de caminhadas pelas pedras e lama da estrada, o palanque erguido à pressa, os seguranças a rodearem o senhor primeiro-ministro não fosse nenhum dos pobres bem-agradecido ao ponto de lhe assestar um beijo na face severa de seminarista neurasténico e já na altura com aquele perpétuo esgar que ninguém sabia dizer se de asco se de emoção."


(Fernando Faria)
 

O dia da morte de Kafka

Frank Kafka morreu em Klosterneuburg, Áustria,
a 3 de Junho de 1924

2 de junho de 2016

sobre «Que Importa a Fúria do Mar», de Ana Margarida de Carvalho (post 500...)

Romance de estreia, não parecendo tal, tal é o domínio da técnica romanesca demonstrado. Piscadelas de olho ao leitor, mais ou menos dissimuladas, um encorpado volume de referências literárias. personagens que ficam na memória -- que mais se pode pedir a um romance? Sem espanto, a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da APE/2014.

(nota de leitura da minha página do Goodreads)