30 de setembro de 2011

A RELIGIOSA, segundo Jaime Brasil

     «O romance graças ao qual o nome de Diderot sobrevive como romancista é, sem dúvida, "A Religiosa". Romance realista, romance de costumes e de crítica social, foi escrito para condenar a tirania do pátrio poder e, ao mesmo tempo, a vida anti-natural dos conventos. [...]
     O romance é ousado por alvejar duas intituições que, então, mais ainda do que hoje, os preconceitos pretendem que sejam inatacáveis. Ousado ainda nas refrências às paixões lésbicas existentes nos conventos, sem contudo descer ao género licencioso, que alguns críticos pudibundos pretendem ver nele. [...]
     [...] "A Religiosa" é uma obra rica de diálogos, de frases curtas, de vivacidade, de pitoresco, demonstrando, mais do que qualquer outra,a riqueza e elegância do estilo de Diderot.»

Jaime Brasil, Diderot e a Sua Época, Lisboa, Editorial Inquérito, 1940, pp. 84-85.

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